Mentoring no desenvolvimento de talentos e empresas.

A vida de empresário nos tempos atuais não tem sido nada fácil, crise econômica e política, retração do consumo, corte de investimentos, endividamento das famílias, inadimplência em patamares elevados e dificuldade de contratação de mão-de-obra; quando abordamos o assunto de mão-de-obra, existe um abismo entre ter títulos ou certificados e entregar o resultado esperado; este é o “x” da questão: o Resultado; mas para obter resultados precisamos de pessoas, ou melhor, pessoas com experiência, principalmente diante de um momento histórico, quase que apocalíptico para alguns.

 

Estamos em uma sociedade que prima pela eficiência e qualidade, onde a informação circula quase na velocidade da luz, temos o ingresso de uma massa de trabalhadores cada vez mais habilitados e mais jovens gerando uma expectativa enorme do empresário nestes profissionais, detendo estes poucas experiências, conhecimentos refletidos e conhecimento de causa, uma “pedra bruta” a ser trabalhada.

 

Convivo nas empresas que presto consultoria, com jovens profissionais de alto nível de potencial de desenvolvimento, mas percebo que dentro das organizações não há, com raríssimas exceções, profissionais com experiência em suas áreas de formação que os encante, transfiram experiência e os orientem.

 

Onde estão os Seniores? Os profissionais mais experientes que transmitem e compartilham as suas percepções e vivências adquiridas ao longo de muitos desafios, sendo fundamentais para a continuidade e amadurecimento do conhecimento corporativo.

 

É um dilema comum, a equação custo x benefício, que a meu ver, é mal interpretada por grande parte das empresas, em tudo buscamos o equilíbrio, que neste caso é igual a: experiência x força-de-trabalho x resultado, neste cenário os mais experientes são preteridos aos mais jovens, colocando em risco a qualidade do resultado desejado.

Em um contexto onde a maioria esmagadora das empresas são micro e pequenas, muito dificilmente será possível incorporar ao quadro de colaboradores alguém com o perfil de qualificação supracitado, pois o empresário empreendedor é que incorpora tais responsabilidades, gerando uma lacuna técnica congênita no organismo empresarial.

 

Diante das impossibilidades acima, diversas empresas recorrem a um consultor empresarial externo para fomentar e direcionar o resultado, vindo suprir os três pilares fragilizados: titulação, experiência e capacitação, proporcionando por um período determinado à convivência equilibrada entre o estratégico, tático e operacional, alinhando todas as áreas da empresa, construindo solidariamente à equipe permanente: os pilares que sustentarão o crescimento com qualidade, eficiência e eficácia.

 

Sérgio Aragão é consultor empresarial, especialista em gestão empresarial, contabilidade, controladoria e finanças. www.contactconsultoria.com

 

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