A crise como oportunidade de repensar o negócio!

Força e foco prioritariamente devem estar na direção de soluções estratégicas mais assertivas, amparando a condução do negócio em meio aos rochedos que afiarão nossa habilidade de empreender.

 É preciso ter ânimo, e se possível comece respirando fundo. A impressão que temos é que estamos em guerra contra a economia, há baixas para todos os lados, o dinheiro é artigo de luxo para alguns segmentos de mercado, o poder público não ajuda, a classe empresarial brasileira é de um quilate incomum, sobreviver neste período requer a mais pura estratégia de guerrilha; infelizmente a atitude mental mais fácil é esperar um pouco mais, até as coisas melhorarem, puro otimismo, porém sem por vezes ser acompanhado de atitudes reais que gerem algum resultado efetivo.

 Certamente nem tudo é desespero ou caos, há empresas lucrando, e muito, superando suas metas e abrindo mercados, contratando funcionários e fazendo planos ousados para o futuro. O empreendedor por natureza é motivado, tem olhar clínico e percebe oportunidades onde poucos enxergam. O futuro somos nós que o construímos, por que não aproveitar este período de intensos desafios para repensar o negócio? Buscar novas formas de fazer a mesma coisa? Reorganizar os objetivos?

 O importante para o empresário não é o total de quanto ele fatura e sim o valor líquido de quanto sobra, não raras vezes usamos as medidas equivocadas para analisar a viabilidade do empreendimento. Diante deste aparente amargo cenário, desejo contribuir um pouco com aqueles que se encontram nesta árdua celeuma.

 Com o mercado a todo vapor, olhar para dentro de nossas empresas quando não faltam recursos, somos levados a deixar muitos detalhes para lá, quando passamos um pente fino há uma lista extensa de coisas eletivas que podem ser repensadas, a cultura de prosperidade inercial também não ajuda muito, pois até se perceber que o cenário mudou, e que temos que economizar, passaram-se meses de gatos desnecessários.

 Chame a equipe para conversar, o conhecimento coletivo sempre será maior que o conhecimento individual, a força do grupo em prol do bem comum ativa as mais nobres atitudes, todos gostamos de nos sentir úteis, ainda mais se for para preservar nossos empregos. Agir antecipadamente na direção das soluções tem que ser a ordem do dia.

 Há outro item desafiador: a capacitação profissional continuada. Estamos na hera do conhecimento com informações na palma da mão, há quem diga que nada irá mudar, no entanto a remodelagem empresarial tem acontecido em altos níveis de intensidade, esta influência afere os indicadores de necessidade do capital intelectual para limiares desafiadores.

 O estado de alerta pode e deve fazer parte do dia a dia da empresa, o perigo está à espreita, e a retomada do crescimento é somente uma esperança; então força e foco prioritariamente tem que estar na direção das soluções estratégicas mais assertivas, amparando a condução do negócio em meio aos rochedos que afiarão a nossa destreza e habilidade de sermos empreendedores.

 

Sérgio Aragão é Consultor de Empresas, Especialista em Gestão Empresarial, Contabilidade, Controladoria e Finanças. Diretor da Contact Consultoria Empresarial, www.contactconsultoria.com

 

Divulgado no site T1 Noticias, acesse pelo link: http://bit.ly/2pHiTwF 

 

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É preciso cuidado na aquisição de softwares para empresas

Um dos grandes gargalos na operação e implantação dos controles de gestão é a escolha de um bom software. O volume de informações, o nível de exigência do seu detalhamento, a instantaneidade em que necessitamos de indicadores para decisão, são fatores relevantes no processo de análise e escolha da empresa e analogamente da ferramenta. 

 

Tive a oportunidade de atuar por sete anos junto ao mercado de automação comercial, conversando com muitos empresários, gestores, contadores, consultores e suas equipes, ficando no ar sempre algumas indagações, que destaco três para contribuir com aqueles que estão trilhando esta fase na composição do seu planejamento empresarial, que são: o que é um bom software de gestão? O que devemos de mais relevante observar em sua aquisição? Todos os softwares são iguais?

 

O bom software é aquele que atende a sua expectativa, ou seja: primeiro se define o que se deseja controlar ou automatizar, para depois avaliar cada ferramenta disponível no mercado e se atende os parâmetros de qualidade previamente definidos. Contudo gosto muito de uma comparação, de certo modo mais simples: não se usa um grande e sofisticado trator para se cuidar de um jardim residencial, da mesma forma que as ferramentas de um jardineiro não se aplicam a uma grande plantação, diferente disso você correrá o risco de fazer um investimento destoando da sua necessidade.

 

Simples assim? Claro que não. Precisamos ter em mente alguns indicadores de conformidade relevantes, que não se findam nesta lista, a serem observados impreterivelmente antes da sua contratação, que sob a orientação de um olhar treinado ficará muito mais fácil de perceber. São eles: se as rotinas de controles administrativos, financeiros e fiscais atendem o nível de detalhamento que o perfil de sua empresa almeja; se o modelo de suporte oferecido garante o bom andamento de sua operação; se a empresa possui boas referências no mercado; se os profissionais que lhe darão suporte entendem do seu negócio; e por último se a ferramenta é certificada e homologada junto ao fisco e as operadoras de TEF.

 

E os sistemas são todos iguais? Certeza que não. Todos podem até se propor a fazer a mesma coisa, mas as fazem de forma diferente, alguns mais ágeis, outros nem tanto, outros mais intuitivos, outros mais redundantes, etc. O fato é que não são iguais, pois seguem projetos distintos, desenhados e desenvolvidos por equipes diversas, alcançando níveis de desempenho notoriamente diferentes, sem entrar no mérito do nível de qualificação das equipes de suporte técnico, que elevam as diferenças de indicadores de competitividade a patamares incríveis.

 

Esta é uma área de relevância estratégica nas pequenas e médias empresas. Não dá para tratar deste assunto de forma empírica e improvisada, pois uma decisão mal tomada acarretará em investimento sem propósito, que é sinônimo de prejuízo. Sugiro atenção total ao lidar com esta fase na empresa, sempre buscando ser amparado por um profissional que detenha expertise para contribuir na tomada de decisão, com a função de proporcionar uma gestão integrada de qualidade, viabilizando a competitividade fluídica que é o catalizador do sucesso.

 

 

Sérgio Aragão, Consultor Empresarial, Especialista em Gestão Empresarial, Contabilidade, Controladoria e Finanças. 

 

 

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Gestão de relacionamento aplicado aos negócios.

O sucesso nunca anda sozinho, quase sempre vem acompanhado de bons relacionamentos, forjados no calor dos desafios e na cumplicidade salutar de quem tenha a oportunidade de endossar sua capacidade técnica ou a qualidade de seus princípios , chamamos este fato de "reforço de argumento", ou também podemos trazer à memória um ditado popular , que já esqueci a quantidade de vezes que o citei: " a fama de um homem de bem antecede  a sua presença" , e para os mais eruditos faço menção ao poeta e orador latino Marcus Tullius Cicero (106-43 a.c) e duas de suas obras: Tratado sobre Amizade e A Arte de Envelhecer, que há mais de vinte anos me servem de consulta.

 

O quão confiável se é, influência e muito, na qualidade e solidez dos vínculos gerados. Em um tempo em que vivemos a relatividade dos costumes e princípios, porque não dizer deterioração dos tais? Onde tudo é relativo, dependendo do ponto de vista e do fator persona que se analisa, o ter é mais importante que o ser, a palavra não vale tanto, e muitos já se esqueceram que um fio de bigode substituía contratos relevantes, impossíveis para o nosso tempo.

 

Sempre em minha militância, ao longo de vinte e cinco anos de vida profissional em vários "terroirs" em nossa amada pátria Brasilis, ensinei categoricamente aos meus discípulos na gestão que o caráter irrepreensível e confiabilidade representam 90% do sucesso na profissão. Como assim? Podemos com esforço e dedicação aprender a técnica e, com uma boa orientação, ampliar a nossa capacidade de reflexão sobre o conhecimento adquirido. Contudo se não for confiável, em vão se afiará a ferramenta, que não lhe será dada a oportunidade de usá-la.

 

Os seniors que abrem as portas para os juniors sempre levam em consideração os fatores supracitados, e que por uma questão de ética profissional, tais percepções ficam reservados aos "iniciados" na gestão de alta performance. Que sirva de alerta para os desavisados, que acham que o mundo foi criado somente para ele, tem muita gente observando seus passos, sem poder falar ou comentar, pois é um tema reservado que pode lhe projetar para o Nirvana de sua profissão ou lhe condenar a mesmice, que se caracteriza por uma atitude de transferência, culpando o dia, a vida e o azar.

 

A força deste raciocínio ganha escala quando o assunto é política, sou suspeito para falar, minhas convicções passam pelo crivo dos princípios, onde a sociedade tem se esforçado para purificar a qualidade de nossos representantes, que ainda sonho conhecer um estadista que tenha projetos, que transformem este robusto país em que vivemos em uma referência em prosperidade, transparência, “ordem e progresso”.

 

Após o meu breve surto patriótico, termino este texto considerando que a grande maioria de nós cultiva tal cultura lícita em sua intimidade, almejando uma profunda mudança estrutural em nossos valores, atingindo todas as esferas possíveis, e principalmente, no cultivo de laços de amizades com qualidade, sejam eles em nossa vida pessoal ou profissional, semeando atitudes que nos proporcionem o almejado sucesso alicerçado em nossos princípios e relacionamentos.

 

Sérgio Aragão, Consultor de Empresas, Especialista em Gestão Empresarial, Contabilidade, Controladoria e Finanças.

 

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Auditoria dos controles internos é a saída para pequenas e médias empresas.

Recentemente surgiu uma dúvida em um dos grupos que participo: é possível proceder uma auditoria de controle interno em uma pequena empresa? Este procedimento diferencia-se da auditoria das demonstrações financeiras, que é de competência restrita aos contadores, e em sua grande maioria onerosa e inviável a este público. Contudo este ainda é um tabu encontrado na prática da gestão, que no meu entendimento, pode ser dimensionado para atender uma pequena operação. Diante deste, compartilharei um pouco do que considero importante observar nesta rotina, sem naturalmente ter a pretensão de fechar este vasto e interessante assunto.

 

Temos algumas rotinas principais como: as contas a pagar e a receber, tesouraria, caixa diário e gerencial, operações com cartões de crédito e débito, conciliação bancária, controle de estoque e notas fiscais de entrada, emissão de cupom ou nota fiscal de venda. Nas operações bancárias temos uma vasta gama de opções, tais quais: boleto, antecipação de duplicatas, cheques ou antecipação de cartões; empréstimos, etc., apesar de pequena a empresa, temos um volume considerável de documentos a serem conferidos.

 

Quando a empresa atinge a “velocidade de cruzeiro”, muita coisa fica para trás, cliente ligando, propostas para aprovar, negócios a fazer, produtos para entregar. É nesta hora que os controles vão ficando para depois, não raramente perdem a eficiência eeficácia, não gerando mais informações de qualidade, e os detalhes, quem irá se preocupar? Pois o foco não é vender e receber?

 

A conferência das operações de arrecadação é primordial à sobrevivência do negócio. Já observei nestes trabalhos grandes volumes de vendas de cartões não depositados em conta, alternância do registro de débito por crédito, cobrança de taxa administrativa diferente da contratada, migração de venda em dinheiro por cartão, na sua maioria por falta de atenção.

 

Nos estoques a observação tem ser redobrada, com o advento do SPED, a escrituração fiscal ali se inicia, gerando informação para toda a empresa, alimentando todos os controles essenciais da operação.

 

Sem sombra de dúvida quem faz não deveria conferir, o salvaguardo do patrimônio da empresa passa pelos controles administrativos e financeiros, a sua manutenção periódica com a análise da sua qualidade, possibilidade de melhorias e revisões. Essas ações teriam que ser uma prática de sobrevivência para a empresa, infelizmente, alguns empresários vem a buscar este tipo de serviço quando a deficiência ou perda está latente.

 

A pequena e média empresa figura como um dos grandes pilares da economia, a inclusão da cultura do controle interno, seja ele com pessoal próprio ou terceirizado, tende a balizar a qualidade da gestão e nortear a cultura gerencial, que com um olhar treinado, vem a gerar no contexto da pequena empresa novas práticas, desviando do seu caminho o estigma da falta de planejamento, que tem sido a sentença de morte de um grande número de empresas que se aventuram no mercado sem se munir das ferramentas adequadas ao sucesso.

 

Sérgio Aragão é consultor empresarial, especialista em gestão empresarial, contabilidade, controladoria e finanças. 

 

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